Uma mentira muitas vezes repetida… só cai quem quer!

Todos reconhecemos o grande poder que os meios de comunicação social possuem. Seja num plano nacional ou até mesmo local, os média assumem um papel quase determinante na construção de ideias e de realidades virtuais. São imensos os portugueses que consideram que se “apareceu” nas notícias, na televisão, no jornal ou ouviram na rádio, então é porque é mesmo verdade. No entanto não é bem assim. Existem os numerosos programas de “comentário” político, com intervenientes, na sua esmagadora maioria, de direita, em que aquilo que fazem é emitir opiniões sem absolutamente nenhum contraditório. Existem também uns quantos programas de pseudo investigação jornalística em que o código deontológico e os princípios metodológicos da profissão são pura e simplesmente esquecidos e metidos na gaveta. Existem ainda editores e jornalistas que se sujeitam a serem a “voz” dos grandes grupos económicos proprietários dos principais orgãos de comunicação social, relegando a verdade para uma posição cada vez mais subalternizada em relação às vendas e às audiências. Ao PCP não bastava o autêntico “apagamento” registado em termos de representatividade no espaço mediático, se não ter sido alvo de uma autêntica perseguição, com laivos de vendetta, movida pela Sra. Ana Leal e a sua “equipa”. Sobre uma pseudo investigação em concreto, que visou a honorabilidade do Secretário-geral do PCP, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) emitiu uma deliberação que confirma o óbvio – a campanha persecutória que a TVI desenvolveu ao longo de dois meses baseou-se, como o PCP sempre denunciou, em mentiras, calúnia e difamação. Nos termos usados pela ERC: verificou-se o «incumprimento cabal» por parte da TVI «dos deveres de precisão, clareza, completude, neutralidade e distanciamento no tratamento desta matéria, o que originou a construção de uma reportagem marcadamente sensacionalista, sendo factores que fragilizam o rigor informativo por contribuírem para uma apreensão desajustada dos acontecimentos por parte dos telespectadores». São os próprios serviços da ERC que registaram ser «notório o enviesamento e a falta de isenção da TVI», o «desequilíbrio» e a «descontextualização», bem como a «emissão de conclusões sem identificação de fontes de informação». A “recomendação” à TVI para “a necessidade de cumprimento escrupuloso dos deveres impostos em matéria de rigor informativo, rejeitando todas as formas de sensacionalismo” com que a ERC conclui a sua deliberação é pouco mais que um piedoso registo sem consequências. O mínimo exigível é que a TVI dê agora, igual destaque à Deliberação emitida pela ERC, com o mesmo vigor e tempo de antena que dedicou à ofensa ao PCP e ao seu Secretário-geral. E, sobretudo, que peça desculpa pública ao PCP e a Jerónimo de Sousa, assim como às centenas de milhar de telespectadores que durante semanas deliberadamente enganou para sustentar, em pleno período pré-eleitoral, uma operação com indisfarçáveis e repudiáveis objectivos políticos.

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