O Estado e a Segurança dos Cidadãos

A segurança dos cidadãos é uma das principais funções do Estado. Todos nós, no nosso dia a dia, assumimos que a nossa segurança é garantida pelos diversos organismos públicos. A prevenção do crime e a perseguição dos criminosos é assegurada pelas forças policiais, PSP, GNR, Polícia Judiciária, etc. Podemos considerar que, genéricamente, estas organizações têm desenvolvido um trabalho capaz e, por isso, sempre que se questiona a confiança dos cidadãos nestas forças, os resultados têm sido positivos. Noutra vertente, a segurança das infaestruturas de uso público têm evidenciado, nos últimos tempos, situações que nos deixam apreensivos quanto à utilização desses equipamentos. O último caso foi o da estrada municipal confinante às pedreiras de Borba. É urgente que, quer o a Administração Central quer a Local, assumam as suas responsabilidades e não adiem as obras necessárias à manutenção dos equipamentos de uso público. No que respeita ao nosso concelho há alguns exemplos que ilustram bem como tem sido encarado este problema. Olhando para o mandato anterior e o actual, podemos referir algumas situações que nos revelam como se tem posicionado o comportamento da autarquia perante este problema. No mandato anterior foram identificadas situações que envolviam algum grau de risco para alguns equipamentos e para os munícipes. Situações como as verificadas na ponte do coronheiro, a Igreja de Safara e as muralhas novas da cidade. Na primeira, um relatório técnico apontava para problemas estruturais que punham em risco a sua estabilidade. A Igreja de Safara apresentava também perigo de derrocada de uma das empenas pondo em risco o monumento e os seus utilizadores. As muralhas estavam a desfazer-se e havia o perigo de algum munícipe ser atingido por alguns fragmentos da estrutura. O executivo da altura, e bem, promoveu as obras necessárias à resolução destes problemas. O novo executivo municipal foi confrontado com duas situações de risco que podem pôr em causa a segurança dos munícipes. Uma, refere-se à ponte sobre o rio da roda, denominada ponte do matadouro, onde se constata que a estrutura ameaça ruir tal como descrito em relatório das Infraestruturas de Portugal datado de 2016. Outra situação, identificada em 2014 pelos serviços técnicos da Câmara, respeita aos pilares de suporte da Piscina Municipal. Estes apresentam um estado de degradação que não garante a segurança daquele equipamento. Para tranquilidade e segurança dos munícipes impunha-se uma intervenção pronta para sanar estas situações. É isso que o actual executivo vai fazer. Estranha-se que não tenham merecido anteriormente a atenção da autarquia. Apesar do elevado custo das duas intervenções, cerca de meio milhão de euros, estas obras vão avançar de imediato. É assim que, nós cidadãos, ganhamos confiança nas instituições e podemos viver tranquilos o nosso dia a dia. Por vezes, quem exerce o poder político, prioriza as obras com maior visibilidade e que dão mais votos. A prioridade deve ser direccionada para a segurança e bem estar dos cidadãos. A vida das pessoas deve ser o bem mais importante para quem tem a responsabilidade de gerir a coisa pública, quer seja ao nível da Administração Central quer seja ao nível da Administração Local.

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