BEM VINDOS AO “WC CIRCENSE”

Acho que qualquer tema que escreva sobre coisas que me tiram do sério, é sempre uma mais-valia, porque normalmente existe sempre uma irmandade que está comigo nestes momentos de não-se-aprende-nada-com-isto-mas-estamos-contigo. Claro que maioritariamente vão ser as vozes femininas a falarem mais alto, os senhores que me desculpem podem pronunciar-se, pouco ou nada e baixinho, porque neste caso específico está pouco patente a igualdade de género. Eu concordo e sou completamente apologista que temos que poupar água, que devemos reciclar o lixo, que temos que ter cuidado com demasiadas luzes acesas nas divisões onde não estamos, voto a favor de tudo, contribuindo até na maioria das coisas. Agora a pessoa entrar num WC, que tem aquelas luzes com sensores de movimento, que te detetam à entrada e esquecem-se que existes quando estás lá dentro, isso é que não. Quem mais, senhores, quem mais suporta este atentado. Aqueles minutos que a pessoa tem para se aliviar fá-lo às escuras, quando precisa do papel higiénico, percebe que o dito está a um quilómetro do local do crime, começa a esbracejar como se estivesse numa aula de ginástica rítmica, na esperança que o sensor nos acuda, nos ilumine, acaba por desejar ser o Inspetor Gadget para mandar o braço, pensa rapidamente em sacar o telemóvel e auxiliar-se da lanterna, só que não o tem ali, continua a esbracejar na esperança de ser avistada em alto mar, refila e quando consegue apanhar o rolo, o sacana desanda. Conspiração, isto é conspiração de um WC-CIRCENSE. Sim, acredito que se ele pudesse cobrava bilhetes para que se assistisse à triste figura que pelo menos uma vez na vida fazemos entre quatro paredes, com luzes amigas do ambiente, inimigas do ser humano. A situação já por si é enervante, mas pior ainda é ouvir um “quando entras tens de olhar logo para todo o lado, para saberes onde estão as coisas que precisas, é esse o truque!” Ah simmmmmmmm, a pessoa normalmente vai aflitaaaaaaaaaaaa, a única coisa que avista é a sanita, logo a informação que vai para o cérebro nestas circunstâncias está unicamente fixada naquilo, só quando nos aliviamos é que ele volta à normalidade, para logo depois entrar em erupção outra vez, perante a situação de homem das cavernas a que estamos sujeitos naqueles minutos. Quem paga depois ao especialista que nos volta a pôr os ombros, os bracinhos no sítio, sim porque há vezes que os desgraçados se deslocam tal não foi o momento de dança de ginastas acrobatas com fitas. Para quê? Para depois sairmos irritados ( falo por mim ), olhamos para trás e a tronga da luz ainda está acesa. Bravo.

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