ICNF tenta sempre perceber “a posição do agricultor” – Entrevista à directora Regional do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Olga Martins

ICNF tenta sempre perceber “a posição do agricultor” – Entrevista à directora Regional do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Olga Martins

A directora Regional do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Olga Martins, foi entrevista pela Planície durante a inauguração do Centro Contenda Natur, na Herdade da Contenda e, um dos assuntos abordados, foi a polémica questão da protecção das espécies, da preservação do ambiente e da agricultura.

A engenheira de Recursos Hídricos concordou que existe uma controvérsia neste triângulo de interesses, mas que acontece muitas vezes “por falta de comunicação entre as entidades e os responsáveis, de se tentar chegar a um equilíbrio. Quando fazemos jogos de força, normalmente nunca chegamos a lado nenhum, porque cada um puxa para seu lado”.

Olga Martins assegurou que o ICNF tenta sempre perceber “a posição do agricultor, que tem uma propriedade e tem de tirar rendimento dessa propriedade porque é daí que vive”. Por outro lado, a entidade “tem interesse em que exista conservação da natureza”, existindo “uma preocupação em tentar compatibilizar as actividades. É isso que me tenho esforçado, para conseguir, quando estamos a analisar os processos, que haja essa análise de compatibilização e de negociação com os próprios”.

Apesar deste não ser um assunto consensual, Olga Martins diz que é preciso “ceder” e depois disso, “o que vamos ter em “troca”. Só desta negociação é que é possível chegar a algum lado. Nós vivemos numa região riquíssima, com um potencial enorme que queremos valorizar. O Alentejo é um potencial enorme também para o turismo de natureza, com um público característico”.

Uma das preocupações da região no geral, é a fixação de pessoas para que o sector do turismo desenvolva e essa é uma responsabilidade “de um trabalho conjunto”, para que se continue “a desenvolver uma actividade”. E, nesse sentido, “quando falamos em Rede Natura 2000, são áreas com especificidades próprias, onde não pode haver toda a actividade económica”, realçou a directora Regional do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

A responsável do ICNF do Alentejo, mostrou o seu ponto de vista à Planície sobre a controvérsia questão da protecção das espécies, da preservação do ambiente e da agricultura.         

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