Covid-19 – Pequenos concelhos do interior prejudicados com cálculo de incidência

Covid-19 – Pequenos concelhos do interior prejudicados com cálculo de incidência

Moura, Rio Maior e Odemira lideram a lista dos 26 concelhos em maior risco de incidência cumulativa, mas autarcas e especialistas dizem que os cálculos estão a ser feitos de forma injusta.

Isto porque é aplicada a mesma regra de um máximo de 120 novos casos por 100 mil habitantes para todos os concelhos do país, quando as populações não são as mesmas.

Mário Jorge Santos da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), referiu em entrevista à TSF que “por exemplo para Barrancos basta ter 2 casos para ultrapassar os limites impostos, devido à sua baixa população”.

E adiantou “os pequenos concelhos do interior, com um número baixo de população, muito facilmente ficam no vermelho. Basta ter uma família infectada e isso é uma situação que nos preocupa”.

Sobre os indicadores sublinhou que “são pensados para dimensões muito superiores e, portanto, acaba por ser injusto para os pequenos concelhos do interior. São também aqueles que tem problemas de isolamento, de falta de serviços, são os que mais precisam de transitar entre concelhos, às vezes até para irem ao supermercado”.

Recordamos que Diogo Saraiva, o coordenador do Gabinete da Comissão Municipal de Protecção Civil de Moura, explicou à Planície, no passado dia 2 de Abril, que “é bem verdade que esta forma de cálculo, leva a que concelhos com menores densidades populacionais, estejam sempre em risco”. E explica “porque estamos a falar a 15 dias para termos um risco de incidência superior a 120, basta-nos ter 16 novos casos activos. Bastará haver um surto ou uma cadeia de transmissão com uma rápida propagação do vírus e facilmente atingimos esse número”.

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