Convento do Carmo – Hotel de 5 estrelas em Moura

Convento do Carmo – Hotel de 5 estrelas em Moura

“Um Hotel não de 4. Mas sim de 5 estrelas” – entrevista com Manuel Bio

Manuel Bio, vereador da autarquia de Moura, fala-nos  de várias questões relacionadas com o Convento do Carmo, que  após a sua recuperação, irá dar lugar à criação de um hotel de  5 estrelas, com cerca de 50 quartos e que estará a funcionar em 2022. O projecto, como se sabe, foi adjudicada à gestora do Convento do Espinheiro (SPPTH— Sociedade de Promoção de Projectos Turísticos e Hoteleiros), num investimento estimado de cerca de 6 milhões de euros. 

 O vereador da Câmara Municipal de Moura, Manuel Bio, sublinha a importância deste investimento para o desenvolvimento do concelho e frisa, que para lá da construção desta unidade hoteleira, se encontram em desenvolvimento outros projectos ligados ao turismo. 

O referido projecto, que foi desde o primeiro momento, uma prioridade em termos turísticos para a Câmara Municipal “É um hotel de 5 estrelas e não de 4, é isso que o promotor irá desenvolver, apesar de constar no concurso o mínimo de 4. Vamos ter um hotel de cinco estrelas no Convento, que irá criar um conjunto de postos de trabalho, estimado em cerca de 40 postos directos e um número que ainda não é possível aferir de indirectos, mas serão muitos. Um hotel de 5 estrelas, em qualquer localidade como Moura, vai exigir uma pequena revolução, em termos de gastronomia e outro tipo de serviços, que serão fundamentais para desenvolver o turismo de uma forma consistente no concelho.”

Manuel Bio, a propósito da degradação do  Convento do Carmo, lembra “Em 2007, a Câmara Municipal de Moura decide fazer um pedido de concessão do Estado Português e ficar ela, com a responsabilidade de em termos de definição do futuro do Convento.  Logo aqui, todo o processo é estranho. Decide fazer este acordo, em que se propõe depois de um determinado prazo, pagar 50 mil euros de renda ao Estado, ou seja, isto é de quem não percebia muito bem o que andava a fazer. Achou que politicamente devia ser correcto dizer, que ia fazer um projecto para o Convento do Carmo. Isto correu sempre mal. Lança dois concursos internacionais de concessão para o hotel, que ficaram desertos e ficam claramente por desconhecimento total, do que é um investimento turístico desta natureza.”

Falamos de um investimento de 5 ou 6 milhões de euros, para recuperar património. No concurso não houve candidatos e segundo Manuel Bio “ficam sem saber o que fazer, sabendo que a partir de 2020, teria que a Câmara pagar 50 mil euros de renda ao Estado por uma ruína. Para além disso teria que fazer no mínimo, uma manutenção do telhado e tudo o mais. Quando fomos para a Câmara, confrontámo-nos aqui com um custo por uma ruína, que não sabíamos o que fazer. Quando tomámos posse, e felizmente que fomos nós e não foi a CDU, e vimos este projecto, foi algo que por um lado nos preocupou e por outro um desafio, afirmar o que é que podíamos fazer de diferente. Felizmente que o anterior executivo, já sem saber muito bem o que fazer ao Convento, decide inscrevê-lo no Programa revive, tentando que fosse o Turismo de Portugal a resolver o problema, que eles não conseguiram resolver.”

O actual executivo começou então a ter as primeiras reuniões com o Turismo de Portugal. Este é o 9º edifício e segundo o vereador “possivelmente aquele que teria maiores dificuldades, em conseguir candidatos para a sua execução. Estamos a falar de um investimento alto e de um edifício, que por muito que trabalhássemos, não conseguiríamos fazer mais que 30 quartos.”

A Câmara reconhecendo, que não era um problema do Turismo de Portugal, que tinha de ser ela a ir mais longe,  criou uma equipa em Dezembro de 2017, pediu uma reunião onde declarou, que queria ser parte integrante do processo REVIVE.

Manuel Bio sublinhou que “ começámos a desenvolver um projecto interno, para a construção de uma ala nova no logradouro de Convento, que irá permitir 20 quartos. Só esta alteração é que permitiu, claramente termos concorrentes. Se não houvesse este conhecimento, esta disponibilidade interna de recursos, onde os técnicos da Câmara trabalharam em conjunto com o executivo, para se encontrar uma solução o Convento do Carmo nunca teria tido nenhuma candidatura. Trinta quartos, para um investimento de 6 milhões de euros teríamos, que vender a 300 ou 400 euros os quartos. Foi o envolvimento directo da Câmara, que permitiu a concretização.”

Foram pedidas duas prorrogações do prazo do concurso, e o vereador conta que quando foi pedida a primeira, “O ex presidente da Câmara, que tinha lançado os dois concursos anteriores e que não teve um único interessado, vem dizer em 23 de Abril de 2019, que só não percebia, porque a autarquia tinha desistido de conduzir este processo.”

– À data de 23 de Abril de 2019 Santiago Macias reage à noticia do site do jornal de Negócios – REVIVE estende concurso para convento em “saldos” citando no seu blog “É ofensivo ter da se ler que o Convento está em saldos. Só não percebo porque é que a autarquia desistiu de conduzir este processo. O resultado está à vista…”

Manuel Bio recordou também, que a própria estrutura do PCP de Moura, na sua conta oficial do facebook, questionou a prorrogação do prazo de apresentação de candidaturas.

– A 17 de Julho de 2019, na página de facebook do PCP de Moura em relação à prorrogação do prazo de candidaturas os comunistas emitem um comunicado e passamos a citar um excerto “O adiamento de decisões importantes e de avanços para o concelho de Moura está a tornar-se um hábito. Mais do que esperar importa avançar, o Convento do Carmo e a nossa população merecem.”

O vereador salienta, que a autarquia sempre acompanhou o processo “desde o primeiro dia  sabíamos onde íamos parar, por isso pedimos a prorrogação do prazo por mais uns dias. Hoje estamos a semanas, de assinar este contracto. Está tudo acordado, iremos ter a recuperação do Convento do Carmo, que foi sempre o que nos interessou em prol do desenvolvimento do concelho de Moura.”

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